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MEMÓRIA

A bola de fogo que assustou e aterrizou os céus de Mato Grosso

Em 1973, aparição de OVNI criou tendência cultural

22 NOV 2018 Por RAFAEL RIBEIRO 16h:30
A tal bola de fogo, na versão feita pelo Correio do Estado A tal bola de fogo, na versão feita pelo Correio do Estado

ACONTECEU EM 1973...

Não se passa uma semana sequer desde que este escriba assumiu espaço que um de vocês, leitores, não nos pedem aquele que talvez seja um dos fatos mais folclóricos da história: o OVNI do Estádio Morenão.

Pois bem, vocês venceram. Mas em partes...

Nesta semana resolvemos atender os pedidos e vamos falar de ufologia. Ou simplesmente extra-terrestres para os mais íntimos. 

Mas não, nada de nomes famosos. Ou seja, não falaremos do ET Cocada (titular naquela noite de 1982 e batizado assim por esse escriba por um certo gol feito pelo lateral em final de campeonato) e tampouco do Bilu, o mais novo representante da turma.

Tentamos buscar em nosso extraórdinário acervo os primórdios dessa história de ET em Mato Grosso do Sul. E acho que encontramos.

No dia 21 de novembro de 1973 o Correio do Estado estampava em uma pequena chamada na sua capa ago no mínimo inusitado: "Bola de fogo nos céus de Ponta Porã."

O pequeno texto informa que por volta das 21h30 de dois dias antes, centenas de moradores da cidade fronteiriça  avistaram uma espécie de "bola de fogo" no trecho em direção a Sanga Puitã.

"De tamanho razoável, após um curto período, desapareceuem grande velocidade em direçãoao sul", informou a reportagem.

Nos relatos, o tal objeto voador não-identificado (tá aí o significado da sigla usada lá em cima) fazia movimentos de sobe e desce em alta velocidade e causou enorme suspense, fazendo com que muitos moradores de Ponta Porã "afirmassem ter presenciado a evolução de um disco voador."

Seria um caso extremamente isolado e logo esquecido pelo tempo, não fosse que, três dias depois, o Correio levaria o caso à sua manchete. Pudera, a bola de fogo, muito antes do funk carioca de Tati Quebra Barraco, desta vez dava o ar da graça nos céus da então maior cidade do Mato Grosso unificado.

"Bola de fogo causou pânico em Campo Grande" estampava a principal chamada do dia 24 de novembrio de 1973. 

No texto, é explicado que aparição foi vista evidentemente de noite, principalmente por moradores do bairro Guanandi, região sul de Campo Grande.

"Era uma bola pequena, que começou a crescer, com uma cor azulada. Depois, ela ficou totalmente branca e depois de alguns segudos, foi ficando avermelhada. Foi uma coisa linda", disse um entrevistado ao jornal, digamos, destoando bastante, da chamada um tanto quanto assustadora.

Ainda de acordo com os relatos, acompanhados de uma simpática ilustração feita  com base nas descrições, o OVNI seguiu sentido Sidrolândia, "deixando um rastro branco nos céus."

Segundo o jornal, entretando, nem todo mundo achou "linda" a aparição estranha do "pequeno sol" (mais um dos adjetivos dados). No Jardim Ima, região oeste, seguranças da prefeituras pteriam preferido correr e deixar os seus postos de trabalho ao observarem o fenômeno, assustados. Só voltaram quando tudo desapareceu.

De maneira cética e prevendo um fenômeno, o Correio encerrou sua cobertura dizendo que os campo-grandenses teriam que encarar aquilo como um "privilégio", afinal os relatos se seguiam por avistamentos em todo o Brasil.

Como dizemos na edição sobre a noiva do banheiro (perdeu? É só clicar aqui uai), eram outros tempos, onde em um País guiado por dogmas religiosos intensos e falta de tecnologia via em efeitos e boatos uma chance de dar uma graça maior a uma vida, digamos, mais regrada. 

Verdadeira ou não, a coluna prefere ficar com a opinião de Steven Spielberg, cineasta e diretor do filme “ET”, que estrearia dez anos depois, junto com o OVNI do Morenão e foi o responsável direto por desmistificar o temos da invasão alienígena.

“Crer nos mitos e lendas é algo que nós precisamos. Algo místico com o poder de conquistar um lugar especial em nosso coração e de nos levar de volta através da memória em tempos mais agradáveis da nossa vida.”

De acordo Steve, de acordo. Até semana que vem...

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