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ECONOMIA

Cesta básica de Campo Grande apresenta terceira maior alta entre as capitais

Custo dos alimentos básicos aumentou 6,50% em novembro, segundo Dieese

6 DEZ 2018 Por DANIELLA ARRUDA 11h:57

No penúltimo mês do ano de 2018, o trabalhador campo-grandense pagou 6,50% mais caro para adquirir os treze itens de alimentação que compõem a cesta básica. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a variação foi a terceira maior dentre as capitais pesquisadas pela instituição no mês de novembro, ficando atrás apenas de Belo Horizonte (7,81%) e São Luís (6,44%). O custo total do conjunto de alimentos pesquisados na Capital sul-mato-grossense ficou em R$ 420,80, variação de R$ 24,00 em relação ao valor dispendido em outubro.

Apesar de quedas de preço terem sido registradas em sete itens, segundo o Dieese, a alta nos produtos restantes puxou para cima o valor da cesta básica em Campo Grande. O aumento mais expressivo foi o do tomate (59,85%) — com preço médio de R$ 6,33. Batata (39,16%), manteiga (6,50%) — ambos revertendo a retração do mês anterior —, açúcar cristal (1,09%), pão francês (1,08%) e carne bovina (0,28%), já na quarta alta seguida, foram os outros alimentos com variação positiva de preços em novembro.
Ainda segundo a pesquisa, o preço do leite alcançou a quarta retração consecutiva em Campo Grande (-8,74%) e foi a mais acentuada no país. Café (-3,53%), feijão carioquinha (-3,50%), farinha de trigo (-0,95%), banana (-0,80%), óleo de soja (-0,52%) e arroz (-0,36%) completam a lista dos itens com preços em queda.

Ano
Somente neste ano, a variação do custo da cesta básica acumulada na Capital sul-mato-grossense alcança 14,89%, a maior entre as 18 capitais pesquisadas. Na comparação com novembro de 2017, quando o custo dos alimentos foi de R$ 364,33, a alta chegou a 15,50%, ou R$ 56,47 em valores monetários.

Cesta familiar
Com o aumento do valor da cesta básica, o custo da cesta familiar passou para R$ 1.262,40, um aumento em R$ 72,00 em relação ao mês anterior. Na relação entre o custo da cesta familiar e o salário mínimo bruto, a equivalência foi de 1,32 vezes — variação em 0,07 p.p na comparação com os valores do mês anterior.

Jornada
A jornada de trabalho dos trabalhadores campo-grandenses que recebem um salário mínimo saltou para 97 horas e 02 minutos, aumento em 5 horas e 31 minutos em relação ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o aumento na jornada foi de 11 horas e 30 minutos.
Seguindo esta tendência, o nível de comprometimento do salário mínimo líquido para aquisição de uma cesta básica apresentou variação em 2,73 p.p., já que o percentual passou de 45,21% em outubro, para 47,94% em novembro.

País
De acordo com o Dieese, pelo segundo mês consecutivo, houve aumento no preço do conjunto de alimentos essenciais em 16 das 18 cidades onde é realizada a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. As altas mais significativas foram registradas em Belo Horizonte (7,81%), São Luís (6,44%), Campo Grande (6,05%) e São Paulo (5,68%). As retrações aconteceram em Vitória (-2,65%) e Salvador (-0,26%).

A cesta mais cara foi a de São Paulo (R$ 471,37), seguida pela de Porto Alegre (R$ 463,09), Rio de Janeiro (R$ 460,24) e Florianópolis (R$ 454,87). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 330,17) e Natal (R$ 332,21).

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