pecuária

Vacina contra aftosa é questionada
e gera discussão sobre substância

Estado quer implantar medidas mais rígidas para prevenir e combater doença

17 JUL 2017 Por DA REDAÇÃO 05h:30
Em Mato Grosso do Sul, últimos episódios da febre aftosa foram registrados há mais de dez anos, em 2005 Em Mato Grosso do Sul, últimos episódios da febre aftosa foram registrados há mais de dez anos, em 2005

Depois do embargo dos Estados Unidos à carne bovina in natura brasileira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e mais cinco entidades da classe produtora defenderam mudança “imediata” na composição das vacinas contra o vírus da febre aftosa que são aplicadas no rebanho do País.

Em nota técnica, a principal alteração é a retirada da substância saponina, que foi adicionada à composição da vacina oleosa com o passar do tempo, segundo as entidades.

“A alteração é necessária para evitar que reações continuem a trazer prejuízos ao produtor rural e às indústrias frigoríficas”, diz a CNA.

As entidades argumentam que a saponina não está prevista na formulação original e que a substância está relacionada à “exacerbada irritação no local da aplicação, que se agrava até casos de edema e severa reação inflamatória”.

O documento é assinado pela Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), por associações de frigoríficos (Abiec e Abrafrigo),  pelo Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC) e pela Sociedade Rural Brasileira. Nele, além da mudança na fórmula, também é solicitada a redução da dose aplicada, de 5 miligramas para 2 miligramas. Esse pedido, no entanto, levará algum tempo pra ser atendido. 

Conforme o vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Emilio Salani, a dose reduzida da vacina chegará ao mercado em 2019.

Em nota, as entidades também relataram perdas dos pecuaristas com a vacina. As estimativas indicam que o produtor perde, em média, dois quilos de carne por animal abatido quando as lesões provocadas pela vacinação são encontradas. Por ano, os pecuaristas gastam cerca de R$ 600 milhões para vacinar todo o rebanho brasileiro.

*Leia reportagem, de Renata Prandini, no suplemento Correio Rural do jornal Correio do Estado.

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