química prejudicial

Risco de material tóxico no arroz
brasileiro é descartado por entidades

23 FEV 2017 Por DA REDAÇÃO, COM ASSESSORIA 16h:32
Plantação de arroz no Rio Grande do Sul; estado responde por 72% da produção nacional Plantação de arroz no Rio Grande do Sul; estado responde por 72% da produção nacional

A informação que liga o consumo de arroz à incidência de câncer pelo suposto elevado teor de arsênio presente foi considerada falsa por entidades do setor. Pesquisas sobre o assunto estariam embasando os resultados para negativar a presença da química.

A Federarroz e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) divulgou que a maioria de pesquisas envolvendo alimentação trazem contextos externos, diferentes da realidade brasileira.

 Para o diretor comercial do Irga, Tiago Sarmento Barata, a consolidação do arroz como a base da alimentação de dois terços da população mundial há vários séculos fala por si só. “Isso descredencia absolutamente o arroz de qualquer papel de vilão à saúde humana”, enfatizou.
 
No Brasil, o Ministério da Saúde cita o consumo de arroz como uma das principais diretrizes para uma alimentação saudável.

O Guia Alimentar para a População Brasileira traz as recomendações oficiais do governo sobre alimentação e recomenda o consumo de arroz com feijão todos os dias, ou, pelo menos, cinco vezes por semana.
 
Há aproximadamente três anos, surgiu outra notícia semelhante em relação ao arsênio no arroz provindo da Ásia.

Na época, os pesquisadores do Irga foram demandados a buscar respostas para o assunto.  Houve um alarde para saber se o arroz produzido no Rio Grande do Sul continha essa fórmula química tóxica aos humanos.

Por demanda da gerência da autarquia na época, foram providenciadas análises de arsênio em arroz. “É importante que se esclareça que o arsênio no arroz geralmente provém quando o mesmo é cultivado em solos derivados de rocha com alto teor de arsênio, o que não é o caso do Rio Grande do Sul”, esclarece Cláudio Mundstock, consultor do Irga e professor aposentado da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. 
 
Um laboratório da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) fez as análises nos grãos, provenientes de onze locais do estado. “Os resultados desclassificaram qualquer risco à saúde dos consumidores”, declarou. 

VISTORIA DE ÓRGÃOS
 
O presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Henrique Dornelles, lembra que órgãos de saúde como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio do Programa de Análises de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), já atestaram em levantamentos a sanidade do arroz do Rio Grande do Sul, Estado responsável por 72% da produção nacional do grão.

Qualidade também comprovada no Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes, que faz parte do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes em Produtos de Origem Vegetal (PNCRC/Vegetal), do Ministério da Agricultura.

"Temos o controle do que acontece no nosso arroz e damos a garantia aos consumidores de que 72% vêm da produção gaúcha, que é limpa e livre de qualquer resíduo de agroquímicos", apontou Dornelles.

RISCO NO SOLO
 
O presidente da Federarroz reforçou também a qualidade dos mananciais e solo do Rio Grande do Sul que, ao contrário dos países produtores orientais, não possuem indícios de contaminação por metais pesados, principalmente provenientes de concentrações populacionais ou atividades industriais.

"O tipo de solo é pertinente em relação ao teor. Solos mais vulcânicos têm esta tendência, ao contrário do solo brasileiro. O arroz é um alimento milenar e seu sistema de cultivo também", disse.

ESTUDO 

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) baseou-se no estudo do professor Nathan Levien Vanier, da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), que explica que o teor de arsênio no arroz é dependente da concentração de arsênio no solo e na água de irrigação, de fatores genéticos das plantas e de fatores ambientais e de manejo.

A mesma pesquisa indicou que os teores de arsênio encontrados em grãos de arroz produzidos no Brasil, até então, são compatíveis com os teores observados em grãos produzidos nos Estados Unidos e na Europa.

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