AVENTURA

Trilha Pantanal Coxim exige habilidade e tem baixa de 34 viaturas no Paiaguás

2 MAR 2017 Por RAFAEL BUENO 09h:34
Jipeiros ficaram no meio do caminho e precisaram aguardar por ajuda para deixar a região alagada nessa época de cheia Jipeiros ficaram no meio do caminho e precisaram aguardar por ajuda para deixar a região alagada nessa época de cheia

Adrenalina em meio a diversos obstáculos, lama e água. Assim ficou marcada a sexta edição da Trilha Pantanal Coxim que exigiu muita habilidade dos 204 pilotos e co-pilotos nos 352 quilômetros, durante os quatro dias de prova nessa época de cheia na região do Pantanal do Paiaguás. Das 86 viaturas  que largaram em Coxim, 34 ficaram pelo caminho e não atingiram a linha de chegada na terça-feira - a prova teve índice de 39,5% de desistência ou abandono.

Conforme o organizador e piloto, Aristol Cotini, a aventura na trilha sul-mato-grossense mais uma vez agradou os aventureiros que participaram desta edição do evento. “Acharam perfeita a trilha. O nível de água estava como o esperado, em abundância”, explicou. 

O grau de dificuldade começou logo no primeiro dia, quando o comboio chegou à Vazante da Morte. O trecho considerado um dos mais  críticos fica na região da Fazenda Forquila. Foram dois quilômetros de vazante com a água atingindo 1,82 metros. Seis veículos abandonaram a prova e precisaram ser rebocados.

“A água não perdoou os carros menos preparados e  os pilotos menos experientes”, analisa Aristol. Um dos atolados foi o ônibus com dez ocupantes que vieram da cidade de Maringá, no norte do Paraná. Foi preciso a ajuda de 10 viaturas para arrastar o veículo, após seis horas de resgate e dois cabos de aços rompidos. 

A chuva no segundo dia da prova causou mais dificuldade para os pilotos. Na região do Sol Levante, os veículos trafegaram por cerca de três horas, com a água na altura do capô. O saldo foi de 15 viaturas atoladas com os “amigos jeepeiros solidários” trabalhando até a meia-noite, para retirá-las da região.

No terceiro dia de aventura, já com o desgaste maior dos carros, houve ainda outra 14 baixas. Assim, no quarto dia, coube aos “sobreviventes” voltarem a Coxim puxando as viaturas  quebradas, nos 110 quilômetros restantes do percurso.

“Não tem troféu, não tem vencedor. O que importa é chegar, completar  o percurso. A nossa adrenalina é participar da prova”, resume Aristol.

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