REFLEXÃO

Dirigente usa 7 a 1 da seleção
para defender Cuca no Palmeiras

14 JUL 2017 Por FOLHAPRESS 17h:33
Diretor executivo do clube, Alexandre Mattos Diretor executivo do clube, Alexandre Mattos

Em meio a críticas e uma turbulência que se instalou no Palmeiras após a derrota para o Corinthians, o diretor executivo do clube, Alexandre Mattos, resolveu falar. O dirigente convocou coletiva de imprensa e pediu para falar no lugar de Cuca justamente para defender o treinador.

O cartola usou até mesmo o trágico 7 a 1 sofrido pela seleção brasileira diante da Alemanha para criticar o imediatismo nas críticas.

"Pedi para a nossa assessoria deixar o Cuca cuidar do campo hoje para falar exatamente sobre ele. Desde quarta até agora começaram a fazer aquele processo que a gente conhece no Brasil. Perde um jogo e todo amor e convicção acabam. Se a gente não mudar isso, a gente nunca vai entender o 7 a 1. O Cuca, na minha opinião, é o melhor treinador de futebol do Brasil. Falam que o Cuca inventa. Ele não inventa, ele é criativo", afirmou.

"O Cuca chegou aqui e teve zero treinamentos com o time ideal. Zero! Porque o treinamento aqui é descanso por causa do calendário. Ninguém disse que o Palmeiras iria ganhar tudo. E quem disse não era do Palmeiras. Criou-se essa expectativa pelo trabalho sério e pelos investimentos sérios que o Palmeiras está fazendo. Porque aqui não tem loucura de antecipar receita. Preciso lembrar que dois anos atrás o Palmeiras estava lutando para não cair", completou.

Mattos descartou contratar para fazer o Palmeiras reagir e disse só o tempo poderá fazer a equipe conseguir a classificação na Copa do Brasil e na Libertadores. Segundo ele, Deyverson foi a última aquisição da equipe.
O diretor ainda aproveitou para defender também o momento vivido por Miguel Borja, contratado por R$ 35 milhões e sem conseguir deslanchar.

"Não vamos contratar ninguém para esse ano. O Deyverson foi a última. Até o Bruno Henrique foi atípico, porque a gente viu que o Jean ia ter dificuldades no joelho. Mas tem que dar tempo ao tempo. Veja, o Borja foi escolhido o Rei das Américas. Todos pediam ele. Torcida, diretoria, imprensa e até jogador estava pedindo para contratar ele. Precisa dar tempo para ele. Ele é jogador que tem explosão muscular, que precisa da bola na frente. Não adianta cobrar se a bola não vai para ele", analisou.

Por fim, Mattos defendeu as opções colocadas para a lateral e voltou a dizer que Cuca tem quatro opções para cada lado: Michel Bastos, Juninho, Egídio e Zé Roberto para a esquerda; Jean, Mayke, Fabiano e Tchê Tchê para a direita. Segundo ele, é normal que os atletas atravessem momentos de instabilidade.

Ainda sobre planejamento de elenco, o diretor executivo disse que falará com Fernando Prass sobre renovação na hora certa. O goleiro tem contrato até o fim de 2017 e já pode assinar pré-contrato com outra equipe.

"O Prass é assim: nós estamos muito focados. Absurdamente focados em ganhar os jogos e arrumar o time. Eu falei para ele: 'Prass, tudo tem seu tempo'. E não é tempo de discutir se tem um ou dois anos. Se aumentou ou não o salário. O tempo agora é de ajustar o time e não vamos conversar com ele. Não só com ele. Nem com ele, nem com Egídio, nem com Zé Roberto".

Segundo ele, o time não pretende vender nenhum atleta, mas admitiu que isso pode acontecer. "A gente não quer vender ninguém, não quer se desfazer de ninguém. Quando a gente vende, vendemos porque encerrou o ciclo, porque a proposta foi muito boa ou porque o jogador quer sair. Se for assim a gente vê, mas no momento não temos vontade de fazer isso".

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