ECONOMIA

Com celulose em baixa, balança comercial fecha com queda de 25% em MS

Principal item vendido ao exterior, celulose teve queda em relação ao ano passado

9 MAR 2017 Por RENATA PRANDINI 04h:00
Exportação de celulose teve queda no primeiro bimestre do ano Exportação de celulose teve queda no primeiro bimestre do ano

A balança comercial de Mato Grosso do Sul voltou a fechar com saldo negativo no mês de fevereiro. Conforme dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), no mês passado, o mercado estadual registrou faturamento de US$ 288,775 milhões, o que corresponde a uma queda de 25% (US$ 382,427 mi) em comparação ao mesmo período do ano anterior. 

Contribuiu para este resultado, principalmente, o comportamento da celulose, hoje carro-chefe da balança comercial estadual, com participação de mais de 20% entre os principais itens exportados. Conforme dados da balança, no primeiro bimestre deste ano, Mato Grosso do Sul exportou  US$ 580,194 milhões em produtos, 17,21% a menos em comparação ao mesmo período de 2016, quando foram exportados US$ 700,822 milhões.

Entre os cinco produtos mais exportados no Estado, a celulose é que apresentou maior queda. De janeiro a fevereiro deste ano, as indústrias do setor registraram lucro bruto de US$ 159,198 milhões com o insumo, o equivalente a 25,99% a menos em comparação ao primeiro bimestre de 2016, quando o faturamento chegou a US$ 215,113 milhões com o mercado exterior. Mesmo com a queda, o insumo permanece na liderança entre os produtos mais exportados, com a participação de 27,44% na balança comercial.

Na outra ponta, a soja, que atualmente aparece na segunda posição do ranking, registrou aumento de 119,5% nas exportações neste começo de ano. Entre janeiro e fevereiro, o estado exportou o equivalente a US$ 114,496 milhões do grão, enquanto que, no mesmo período do ano passado, o faturamento com exportação do grão ficou em US$ 52,064 milhões. 

Entre os cinco principais itens da balança, também registraram alta nas exportações o açúcar da cana, que fechou o bimestre com faturamento de US$ 87,429 mi (+88,15% em relação ao mesmo período do ano passado); e frango em pedaços, faturamento de US$ 43,015 milhões (+45,64%). A carne bovina desossada teve queda de 2,12% em comparação com o bimestre anterior, fechando o bimestre com faturamento de US$ 48,586 mi. 

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