nova morada

Jacarés serão retirados de área considerada cartão postal de Três Lagoas

Secretaria Municipal de Meio Ambiente analisa saída de capivaras também

26 JUN 2017 Por GISELE MENDES, DE TRÊS LAGOAS 18h:45
Visitante na Lagoa Maior segura cauda de jacaré, medida reprovada pelo governo municipal Visitante na Lagoa Maior segura cauda de jacaré, medida reprovada pelo governo municipal

Depois de quase seis anos em que a retirada dos jacarés da Lagoa Maior, principal cartão postal de Três Lagoas, é estudada, finalmente, os animais deverão ser manejados para uma reserva localizada em Brasilândia, com mais de seis mil hectares, possivelmente na manhã desta terça-feira (27).

De acordo com Celso Yamaguti, secretário de Meio Ambiente e Agronegócio de Três Lagoas, a retirada será feita por um grupo de pessoas especializadas de Corumbá, que inclui a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Zilca Campos.

“Ela tem muita experiência e já capturou mais de seis mil jacarés junto com a sua equipe. Eles chegarão ao município hoje à noite e então discutiremos como será a melhor maneira de retirá-los”, destacou.

A retirada desses animais, aprovada pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), será feita com o intuito de prevenir acidentes, já que muitas pessoas foram flagradas tocando em jacarés para tirarem fotos; em um caso extremo, um adulto permitiu com que uma criança puxasse a cauda de um deles.

Conforme Yamaguti, a responsabilidade dos animais que habitam na Lagoa Maior é do município e, embora a retirada divida opiniões, é melhor seguir o plano para que não sejam registrados possíveis acidentes, principalmente com as crianças que frequentam a Lagoa.

“É melhor sermos criticados por tomar uma medida preventiva, do que acontecer algum grave acidente e sermos cobrados por não fazer nada”, pontuou.

O secretário explicou ainda que atualmente existe uma média de 15 jacarés, sendo que quatro já medem mais de dois metros e que apenas os maiores serão retirados do local. “Seria praticamente impossível retirar todos; inicialmente, a nossa maior preocupação é com os animais maiores que transitam entre as pessoas”, explicou.

CAPIVARAS

Após a retirada dos jacarés, será estudado o manejo das capivaras. Embora não há um número estimado de quantas habitam a Lagoa Maior, o número cresce a cada dia. A ideia não é tirar todas, porém, o maior número possível.

Em relação a possibilidade de cercar a lagoa, o secretário afirmou que será analisada a proposta com cuidado, pois pode não ser a melhor opção, haja vista que se esse método for aplicado na parte interna da pista de caminhada os locais de pastagem ficarão extremamente reduzidos.

Caso o cercamento aconteça na parte externa, não haverá proteção para que possam tenham acesso aos animais do local.

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