Homícidio Vila Progresso

Suspeito já tinha avisado que
mataria irmão, diz sobrinha

Vítima foi assassinada com ao menos três facadas no tórax

11 OUT 2017 Por YARIMA MECCHI 15h:38
Corpo de Bombeiros esteve no local. Corpo de Bombeiros esteve no local.

O irmão de José Edno da Silva Arce, de 53 anos, e suspeito de tê-lo assassinado no início da tarde desta quarta-feira (11), Edgar já tinha avisado a sobrinha que mataria seu pai. O crime foi na Rua Aparecida, na Vila Progresso, em Campo Grande, e a vítima levou ao menos três facadas na região do tórax.

A jovem, de 16 anos, que não teve a identidade divulgada, relatou que na noite de ontem o tio disse que ela tinha 24h para tirar o pai da casa ou o mataria. Além de ameaçar o próprio irmão, Edgar também teria afirmado que mataria o sobrinho, filho da vítima.

“Meu irmão gritou com ele há um tempo e desde então ele diz que vai matar meu irmão. Meu pai tomou as dores e ele disse que ia matar meu pai também. Vim ontem aqui e ele falou que eu tinha 24h para levar meu pai ou mataria. Eu pedi para esperar pelo menos até sexta-feira. Ele morava aqui com meu avô e meu pai veio morar depois que separou”, relatou a jovem.

Segundo a sobrinha, o suspeito já tem passagens pela polícia e tinha uma conduta agressiva. “Ele sempre andava armado. Sempre foi agressivo e, quando casado,  batia na esposa”, afirmou.

A filha da vítima conta que o pai era açougueiro e também fazia “bicos” em uma serralheria. O homem de 53 anos sustentava a casa e o irmão. “Ele trabalhava, sustentava meu tio. Tinha açougue, mas fechou depois do divórcio. Agora estava se preparando para abrir a sua própria serralheria”, lamentou.

Polícia
O delegado Rodrigo Camapum, da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Bairro Piratininga, confirmou que o suspeito tem passagens pela polícia e já esteve preso, mas não soube informar por quais crimes. Edgar está foragido e a polícia faz buscas para encontrá-lo.

“Antes do crime eles já tinham uma animosidade. Conforme apurado aqui no local, ambos começaram a brigar, aconteceram agressões mútuas. Cada um pegou uma faca e acabou no homicídio”, disse o delegado.

A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a Polícia Civil e a Perícia estiveram no local.

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