QUADRILHA ESPECIALIZADA

Criminosos paulistas bloqueavam caixas "antigos" para furtar envelopes

Bandidos agiram em seis estados e causaram prejuízo de R$ 1,5 milhão

9 MAR 2017 Por MARIANE CHIANEZI 16h:22
Andréia, Genivaldo e Álvaro estão presos Andréia, Genivaldo e Álvaro estão presos

Andréia Elena Garcia, de 45 anos, Álvaro Manuel Garcia, de 33 e Genivaldo Alves Monteiro, de 46, foram presos na Zona Leste de São Paulo suspeitos de serem os responsáveis por dois furtos a bancos nos municípios de Dourados e Três Lagoas no fim do mês de janeiro. Alessandro Carvalho Silva, de 38 anos, e Ademir Simão, de 49, fazem parte da quadrilha e seguem foragidos. O grupo já agiu em seis estados brasileiros e gerou prejuízo ao Banco Santander de R$ 1,5 milhão.

Envolvida em um crime em Campo Grande no dia 22 de janeiro, a dupla Roberto Raidman Júnior, de 33 anos, e Josenir Pereira de Souza, de 44, também foi identificada pela Delegacia Especializada na Repressão de Rouboas a bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) como autores do furto às agências da Avenida Coronel Antonino e Afonso Pena. Porém, eles foram presos em flagrante pela polícia de Mirassol (SP), cometendo o mesmo crime.

Conforme o delegado do Garras, Fábio Peró, os crimes são distintos e não possuem relação. “O fato dos crimes terem acontecido em datas próximas e o alvo ser agências do Banco Santander é uma coincidência. A quadrilha agiu de manhã em Dourados e a noite em Três Lagoas, já a dupla agiu em Campo Grande”, disse.

AÇÃO CRIMINOSA

Ainda de acordo com Peró, agências do Santander eram escolhidas pois tinham caixas eletrônicos específicos e antigos, que tornava mais fácil a ação, que durava em média 20 minutos.

Investigações apontaram que a quadrilha alugou dois carros na Capital para poder usar na fuga. Álvaro era o primeiro a chegar na agência e posicionava o biombo de informações de uma forma estratégica, para impedir que os demais clientes do banco percebesse a ação.

O caixa eletrônico era “bloqueado” com papel, ação que posteriormente impediria que os depósitos dos clientes fossem concluídos. Depois da primeira etapa feita pelo suspeito, Andréia e Alessandro iam até o caixa e realizavam o resgate dos envelopes, manobra chamada de “pescaria”.

Depois de furtarem os envelopes, eles fugiam. Veículos alugados eram posicionados longe dos bancos alvos para impedir a identificação. “Tivemos que percorrer um raio longo até encontrar algum carro suspeito. Foi aí que descobrimos que eram carros alugados, qual empresa alugou e, então, foram identificados. O mesmo para a dupla que alugou um HB20”, relatou o delegado.

Na conta bancária de Andréia foram bloqueados R$ 60 mil e na conta de Álvaro, R$ 20 mil. Com Genivaldo não foi encontrado nenhum valor, mas ele havia adquirido dois carros de luxo em SP, sendo um Chevrolet Cruze e um Honda Civic.

A dupla, presa no interior paulista, arrombava a proteção frontal dos caixas e realizava a mesma ação que a quadrilha que pescava os envelopes. Mandado de prisão foi expedido para a cidade onde Roberto e Josenir foram presos.

Quadrilha e dupla de criminosos responderão por furto qualificado e associação criminosa.

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