Sem vagas

Superlotados, cemitérios públicos
agora só atendem famílias carentes

Exumações são únicos meios de abertura de vagas nos cemitérios públicos

12 AGO 2017 Por NATALIA YAHN 16h:04
No Cemitério São Sebastião nenhum dos 28,2 mil jazigos estão disponíveis No Cemitério São Sebastião nenhum dos 28,2 mil jazigos estão disponíveis

Com 83.720 sepulturas ocupadas nos três cemitérios públicos de Campo Grande – Santo Amaro, Santo Antônio e São Sebastião –, não há mais espaço disponível para novos sepultamentos.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) informou que adota medidas para garantir vagas nos cemitérios Santo Amaro e São Sebastião (conhecido como Cruzeiro) para o atendimento dos casos amparados pela assistência social, os chamados “carentes sociais”.

Novos sepultamentos nos dois locais só ocorrem nos casos de quem se enquadra nos critérios estabelecidos pela legislação que dá direito ao auxílio-funeral.

“Para esta parcela da população, os atendimentos permanecem sendo prestados normalmente e gratuitamente, de acordo com a norma legal”, afirmou, em nota, a Semadur. Mas a prefeitura mantém o trabalho de liberação de vagas por meio de exumações nos casos das famílias que não adquiriram o jazigo, com retirada dos restos mortais – que pode ser feita a cada cinco anos. 

Entre janeiro e junho deste ano, foram realizados 935 sepultamentos nos três cemitérios públicos municipais, média de 155 por mês.

O maior cemitério da Capital, o Santo Amaro, foi fundado em 1961 e tem mais de 41,2 mil sepulturas. Já o São Sebastião tem 28,2 mil sepulturas, e o Santo Antônio, onde não é mais feito sepultamento de “carentes”, tem 14,2 mil sepulturas.

 

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