fim de leitos

Prefeitura não vai diminuir repasse
com corte de psquiatria na Santa Casa

Por ano, SUS paga R$ 231 mil para setor; hospital alega prejuízo

12 OUT 2017 Por RODOLFO CÉSAR E LEANDRO ABREU 12h:34
Prefeito Marcos Trad confirmou que valor integral de repasse vai continuar para hospital Prefeito Marcos Trad confirmou que valor integral de repasse vai continuar para hospital

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), confirmou hoje de manhã que os recursos repassados à Santa Casa de Campo Grande não serão reduzidos, mesmo depois que houve o corte no atendimento da ala de psquiatria do hospital. Por mês, o valor global repassado é de cerca de R$ 20 milhões, que são recursos da União, do município e do Estado. 

Somente para o setor psquiátrico, o valor pago pelo governo federal é de cerca de R$ 231 mil anuais. Além desse serviço, a Santa Casa de Campo Grande é contratada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para prestar outros diversos serviços.

A diretoria do hospital justificou o corte dos 10 leitos porque o valor que recebia para manutenção deles era muito inferior ao custo mensal. A despesa chegava a quase R$ 285 mil/mensais, mas a União só paga R$ 19,3 mil por mês. O deficit mensal de R$ 266 mil ficava para ser arcado pela Santa Casa.

Os R$ 231,6 mil anuais pagos pelo SUS para o setor vão continuar sendo repassados pela Prefeitura de Campo Grande. "Não podemos (é contrato) e vamos continuar (o repasse do) o valor. E isso estamos fazendo (pagar a contratualização)", afirmou Marcos Trad, durante agenda pública realizada hoje pela manhã.

O fechamento de leitos da psquiatria chegou a ser questionado na Justiça Estadual pela Defensoria Pública. O juiz David de Oliveira Gomes, da 2° Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, entendeu que não cabia ao judiciário interferir na administração privada.

A direção do hospital apresentou relatório para indicar a planilha de gastos com os atendimentos médicos. Ainda houve audiência de conciliação, mas não houve acordo. A ala foi completamente fechada no dia 9 deste mês. Os pacientes agora só terão atendimento em Campo Grande pelo Hospital Nosso Lar.

A Santa Casa comprometeu-se em apresentar ao conselho da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), mantenedora do hospital, a adesão à Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Se isso for aprovado, a unidade pode pleitear o repasse anual de R$ 1,6 milhão ao ano e avaliar a ampliação de 165 leitos. 

Os pacientes que são encaminhados para a psiquiatria em geral apresentam problemas com entorpecente ou possuem algum tipo de doença mental, que exige acompanhamento rotineiro.

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