Operação Cerberus

Preso, chefe de quadrilha seria resgatado por quadrilha a caminho de consulta

Plano de resgate do detento foi impedido e quatro pessoas foram presas

13 JUN 2017 Por BRUNA AQUINO, BÁRBARA CAVALCANTE E GLAUCEA VACCARI 17h:23
Nas residências, foram encontradas cinco pistolas de calibre 9 mm, e quatro coletes a prova de balas Nas residências, foram encontradas cinco pistolas de calibre 9 mm, e quatro coletes a prova de balas

Tiago Vinícius Vieira, de 31 anos, é apontado como o chefe de associação criminosa que seria resgatado no trajeto até uma consulta médica no centro de Campo Grande. Plano de resgate do detento do Presídio de Segurança Máxima foi impedido pela polícia e outras quatro pessoas foram presas.

De acordo com a polícia, hoje pela manhã foram presos Mayara Alves de Souza, de 25 anos, Dario Aparecido Cunha, de 23 anos, Mateus da Silva Alves, de 22 e Deyvidson Julio Lourival de Souza Oliveira, de 21 anos em residências nos bairros Rita Vieira, Jardim Morumbi e Itamaracá.

Nas casas, foram encontradas cinco pistolas de calibre .9 mm, duas pistolas calibre .12 mm, um adaptador que transforma pistola em uma espécie de metralhadora, todas de uso restrito da polícia. Também foram encontradas munições e quatro coletes a prova de balas, dois do tipo que se usa debaixo da vestimenta, e os outros do tipo ostensivo, além de quatro veículos, dois carros e uma motocicleta.

Todos envolvidos foram presos em flagrante e encaminhados à sede da Polícia Federal. Apenas um mandado de condução coercitiva, expedido pela 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, não foi cumprido, mas que, conforme a PF, não deve interferir nas investigações, uma vez que o armamento já está apreendido.

Delegado da PF, Cléo Manzotti, explicou que ainda não se sabem detalhes sobre o resgate. “Nós sabemos que a ideia era que Tiago avisasse os outros integrantes quando estivesse fora do presídio quando fosse para uma consulta médica em uma clínica no centro. Ainda não temos detalhes exatos, mas a ação de resgate seria violenta devido a quantidade das armas, colocando em risco a vida de profissionais de segurança e de pessoas que estariam por perto”, ressaltou Mazzotti.

O CASO

Polícia Federal deflagrou, a Operação Cerberus para desmantelar organização criminosa especializada no contrabando de armas e que planejava o resgate do líder do grupo, preso na Penitenciária Máxima de Campo Grande.

Em ação conjunta, aproximadamente 30 policiais federais e 20 policiais militares do Batalhão de Choque cumprem três mandados de condução coercitiva, um de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão, expedidos pela 1ª Vara Criminal de Três Lagoas. Operação também contou com apoio da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

Investigações começaram em março deste ano, quanto o líder da organização criminosa, tentou fugir da Penitenciária de Três Lagoas, usando uma pistola de calibre .380.

Grupo pode responder pelos crimes de formação de organização criminosa, posse e comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e fuga de pessoa presa, cujas penas somadas podem chegar a 28 anos de prisão. 

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