PRISÃO

Traficante internacional de armas que se passou por pastor é preso no Rio

Traficante tinha sido preso, em 2010, na BR-262, entre Miranda e Corumbá, no Mato Grosso do Sul

17 JUN 2017 Por FolhaPress 15h:51
O traficante tinha sido preso, em 2010, na BR-262, entre Miranda e Corumbá, em Mato Grosso do Sul O traficante tinha sido preso, em 2010, na BR-262, entre Miranda e Corumbá, em Mato Grosso do Sul

Policiais da Desarme (Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos) do Rio de Janeiro prenderam o traficante internacional de armas Sebastião Braz da Fonseca Neto, de 49 anos, em Pedra de Guaratiba, na zona oeste da cidade. Havia contra ele um mandado de prisão pendente expedido pela Justiça Federal. O traficante já tinha uma condenação de sete anos e seis meses de reclusão. As informações são da agência Brasil.

O titular da Desarme, Fabrício Oliveira, disse que a prisão do criminoso, na noite desta sexta (16), foi a conclusão de uma série de diligências na região que os agentes fizeram ao longo dessa semana. "A gente percebe, que em razão de as penas não serem muito elevadas, isso acaba estimulando esse tipo de crime. Muitas pessoas que já foram presas em situação de tráfico de armas continuam praticando esse tipo de crime e continuam integrando organizações criminosas. Então, para a gente é muito importante capturar essas pessoas", disse em entrevista à Agência Brasil.

O traficante tinha sido preso, em 2010, na BR-262, entre Miranda e Corumbá, em Mato Grosso do Sul, na companhia de Francisco Ferreira Moura, de 43 anos, quando transportava sete fuzis Bushmaster, modelo M-15, fabricados nos Estados Unidos. Na ocasião, eles se identificaram como pastores de uma Igreja evangélica. "Ele estava em liberdade e considerado foragido com esse mandado de prisão em aberto", destacou Oliveira.

As investigações mostraram que os fuzis foram comprados na Bolívia e seriam entregues no Morro do Martins, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro. Pela operação, os criminosos receberiam R$ 20 mil.

"Tinha integrantes da quadrilha que moram em Niterói. A gente sabe que muitas vezes os fuzis chegavam e iam direto para Niterói, de onde eram distribuídos para diversos locais do Rio, inclusive, diversas facções e diversas comunidades. Eles eram na verdade, grandes traficantes de armas e para eles não interessava qual era a facção ou qual era a localidade. Queriam vender as armas e lucrar altos valores com o tráfico", disse o delegado.

De acordo com o Oliveira, as investigações avançam para apurar o envolvimento de Sebastião Braz com outros traficantes de armas. "Há indícios de que ele pertencia a uma organização criminosa de tráfico internacional de armas e as pessoas que compõem essas organizações não param de exercer as atividades ilícitas, então, isso demonstra a importância dessa captura", afirmou. As operações da polícia estão sob sigilo.

Fabrício Oliveira disse também, que, em princípio, não há informação sobre um possível relacionamento de Sebastião Braz com o traficante brasileiro que mora em Miami, nos Estados Unidos, envolvido na operação para exportação de 60 fuzis de alto poder bélico apreendidos, no início deste mês, no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro Galeão/Tom Jobim. "Em princípio o que demonstra para a gente é que são esquemas diferentes para trazer armas para o Rio de Janeiro".

O delegado informou ainda que as investigações sobre os fuzis apreendidos no aeroporto, pelo fato de o caso ter sido configurado tráfico internacional, passaram para a esfera federal, mas a Desarme, junto com a DRFC (Delegacia de Roubos e Furtos de Carga), continua a fazer diligências para que os envolvidos possam ser denunciados pelo Ministério Público Federal.

 

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